Lécio Dornas e Juracy Carlos Bahia
(organizadores)
SUCESSÃO PASTORAL

2011
Rio de Janeiro
Lécio Dornas e Juracy Carlos Bahia
(organizadores)
SUCESSÃO PASTORAL
Todos os direitos reservados. Copyright © 2011 da Convicção Editora
Direção geral Sócrates Oliveira de Souza
Direção editorial Macéias Nunes
Assistente editorial Sandra Regina Bellonce do Carmo
Revisão Fábio Aguiar Lisboa
Capa e projeto gráfico oliverartelucas
ISBN: 978-85-61016-27-2
Tiragem: 2.000
Convicção Editora
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E-mail: falecom@conviccaoeditora.com.br
www.conviccaoeditora.com.br
S 942s Sucessão pastoral / organização de Lécio
Dornas [e] Juracy Carlos Bahia .- Rio de
Janeiro : Convicção, 2011.
32p. ; 21cm.- ( Documentos batistas).
1. Sucessão pastoral. 2 .Ministério pastoral. 3.Batistas----
Pastores. I. Dornas, Lécio, org. II. Bahia, Juracy Carlos, org.
III. Série.
CDD
262.11
Ìndice para catálogo sistemático:
1. Igreja: Ministério pastoral
2. Batistas : Ministério pastoral
Sumário
Apresentação.........................................................................07
Introdução............................................................................11
I - Etapas no processo de escolha do pastor..........................13
1.1 - Oração....................................................................13
1.2 - Escolha do pastor interino.......................................15
1.3 - Comissão de escolha do novo pastor......................15
1.4 - Procedimento parlamentar......................................18
II - Critérios de seleção...........................................................19
2.1 - Requisitos vitais......................................................19
2.2 - Requisitos importantes............................................20
2.3 - Requisitos peculiares...............................................20
2.4 - Critérios dispensáveis..............................................20
2.5 - Definição do perfil da igreja...................................21
III - A escolha do candidato.....................................................23
3.1 - A escolha do candidato pela comissão......................23
3.2 - A escolha do candidato pela igreja...........................24
3.3 - Procedimento alternativo.........................................25
IV - Anexos.............................................................................27
Anexo 1 - Formulário para definir perfil da igreja..............27
Anexo 2 - Perguntas para uma entrevista com o indicado..30
Anexo 3 - Termo de posse.................................................32

 

SUCESSÃO PASTORAL


A Convenção é, por sua natureza e definição estatutária, constituída de igrejas das quais procedem os mensageiros que integram as assembleias convencionais.
A Convenção se relaciona com as igrejas em decorrência dos laços cooperativos, isto é, reconhece as ligações determinantes do arrolamento como igrejas cooperantes, mas também as reconhece como igrejas locais, autônomas, interdependentes e que vivem num ambiente de mutualidade.
Neste relacionamento, estimula a fraternidade e a participação cooperativa nos planos e programas que objetivam alcançar os propósitos exarados na Filosofia da Convenção Batista Brasileira.
O relacionamento com as igrejas também tem o intuito de ajudá-las em circunstâncias especiais e assessorá-las em seu trabalho local, mediante solicitação.
A Convenção Batista Brasileira, portanto, existe em função da igreja, como declarado em seus documentos filosóficos. A Convenção é composta de igrejas batistas que decidem voluntariamente se unir para viverem juntas a mesma fé, promovendo o Reino de Deus e assumindo o compromisso de fidelidade doutrinária, cooperação e empenho na execução dos programas convencionais.
A Convenção existe em função do propósito atribuído pelo Senhor Jesus Cristo à sua Igreja. Ela não substitui a igreja local, mas aglutina recursos, analisa e sugere métodos e planos, proporcionando às igrejas condições melhores para o cumprimento de suas funções.
A Convenção é serva das igrejas quando recebe delas condições e motivações para existir e operar. Define-se igualmente como seu foro eclesiástico - quando em suas assembleias que são constituídas por mensageiros enviados pelas igrejas cooperantes, aprecia doutrinas, práticas e relatórios das atividades de suas organizações, debate ideias e aprova diretrizes gerais. É, ainda, coordenadora, quando recebe planos e programas como atividades que deve implementar, visando a concretização das aspirações comuns às igrejas cooperantes.
Assim, a Convenção incentiva e coordena a obra cooperativa das igrejas, buscando sempre fortalecer a visão e ação de igrejas e crentes, regida pelos princípios da voluntariedade, da fraternidade, da solidariedade, do incentivo mútuo e presidida pelo respeito à autonomia da igreja participante.
A partir da compreensão de sua natureza, a Convenção tem como finalidade estimular a criação de condições para abrir canais de cooperação, de congraçamento e de intercâmbio entre as igrejas da mesma fé e ordem para que cumpram seus ideais e a missão dada pelo Senhor. Além disso, age na perspectiva da unidade da fé, no pleno conhecimento do Filho de Deus, da maturidade cristã, objetivando a estatura da plenitude de Cristo. Busca a construção de uma sociedade justa, onde cada cidadão encontre seu bem-estar
e o desenvolvimento pleno de suas potencialidades, bem como a formação de um povo para Deus, através da ação da igreja e da glorificação do nome de Jesus Cristo em todas as esferas existentes.
Tem também como finalidade ajudar no preparo do povo de Deus, treinando pessoas para o cumprimento do sacerdócio na igreja e na sociedade, para que a presença do Evangelho se faça sentir na educação, na política, na economia, na ação social e na comunicação social, através de uma ação eficaz no âmbito missionário, docente, profissional, intelectual e cristão.
Os batistas consideram este desafio com redobrada humildade e dependência de Deus, buscando condições para responder objetivamente às necessidades de um mundo tão complexo e cheio de oportunidades como o atual.
Operacionalmente, a Convenção está organizada para tornar efetiva sua visão global e planejar e coordenar sua atuação nas seguintes áreas:
1- Ação Social;
2- Comunicação;
3- Culto e Louvor;
4- Educação Religiosa, Teológica, Ministerial e Secular;
5- Evangelismo, Evangelização e Missões;
6- Grupos específicos: Crianças, adolescentes, jovens, adultos, terceira idade, família, deficientes, entre outros;
7- Ministérios, Ministério Pastoral;
8- Mordomia Cristã e Sustento;
9- Música;
10- Relacionamentos.
Para alcançar os objetivos apresentados anteriormente, a Convenção tem uma Missão e uma Visão que norteiam suas ações:
Missão - “Viabilizar a cooperação entre as igrejas batistas no cumprimento de sua missão como comunidade local”.
Visão - “Ser uma instituição ágil, eficaz e útil às igrejas batistas para fazer discípulos de Cristo no Brasil e no mundo”.
Para efetivar sua missão, a Convenção deve servir com excelência às igrejas batistas brasileiras e às convenções estaduais e associações locais que dela fazem parte, respondendo com eficácia e eficiência às suas demandas de serviços e produtos para que possam otimizar o seu desempenho e resultados, traduzidos em salvação de vidas, batismos, organização de novas igrejas e abertura de novos campos missionários (crescimento quantitativo), santificação de vidas, fortalecimento de igrejas, estabelecimento de lideranças altamente capacitadas e uma presença espiritual e eticamente influente na sociedade e na cultura brasileira (crescimento qualitativo).
Assim, esta série Documentos Batistas - Recomendações às igrejas tem a finalidade de dar cumprimento à missão e à visão da Convenção.
A igreja batista tem como característica histórica escolher em assembleia de membros o seu pastor. Esta é uma grande oportunidade e um enorme privilégio. Assim, sendo autônoma, a igreja batista precisa organizar-se para realizar um processo de escolha de pastor.
Quando a igreja se organiza em um processo com esta finalidade, lançando-se a ele de forma disciplinada e espiritualmente fundamentada, se protege da ação de oportunistas, da influência de populistas e da interferência de forças que militam contra a sua saúde.
Deus promete dar um pastor para o seu povo (Jeremias 3.15), e está pronto a cumprir sua promessa, bastando que o seu povo o busque e se organize para discernir a sua vontade.
Através de diretrizes claras e objetivas, este manual visa ajudar a igreja nesta tarefa fascinante de identificar quem deve ser o seu novo pastor.

 

Introdução
Etapas no processo de escolha do pastor

Após a saída do pastor anterior, que deve incluir a sua total descompatibilização da igreja, sua presidência e responsabilidade jurídica, a igreja precisa ser declarada em processo de escolha de pastor.
 

1.1 - Oração
A primeira medida, sem dúvida, deve ser a de colocar a igreja em oração. Algumas ações podem ajudar nisso:
•Editoriais no boletim conclamando a igreja à oração sobre o assunto.
•Momentos de oração em todos os cultos e reuniões regulares da igreja.
•Vigílias e jornadas de oração pelo bom andamento do processo e seu abençoado desfecho.

 

1.2 - Escolha do pastor interino
É muito importante e altamente recomendável que a igreja eleja um pastor interino que a oriente e ajude enquanto acontece o processo de escolha do novo pastor. O pastor interino, se bem escolhido, com sua autoridade, experiência e habilidades de liderança, muito ajudará a igreja.

Veja o que a igreja precisa levar em consideração nessa escolha:
 

1.2.1 - Quem é o pastor interino
Trata-se do pastor que exercerá o ministério e, se for o caso, a presidência da igreja durante o tempo que durar o processo de escolha e posse do novo pastor da igreja.

 

1.2.2 - Qualificações do pastor interino
Além das qualificações bíblicas (1 Timóteo 3.1-7), a igreja deve observar as seguintes características na definição do seu pastor interino:
•Deve ser alguém sem pretensões ao pastorado efetivo da igreja. Ou seja, alguém que assuma o compromisso de não participar do processo como candidato.
•Deve ser alguém aceito pela membresia da igreja, com a qual tenha bom trânsito e que não represente apenas um dos segmentos da mesma.
•Deve ser um obreiro de comprovada experiência pastoral.

 

1.2.3 - Cuidado da igreja com o pastor interino
O pastor interino deve receber uma ajuda de custo por este trabalho extra. Todo trabalhador é digno e deve ser recompensado pelo seu esforço.
A igreja precisa entender as limitações do interinato, devendo os seus líderes assumirem com responsabilidade suas funções, de forma a permitirem que o pastor interino cuide apenas dos assuntos onde sua gestão e liderança sejam indispensáveis: Pregação, aconselhamento pastoral, supervisão eclesiástica e orientação ao trabalho da comissão de escolha do novo pastor.
Após a devida pesquisa, a diretoria da igreja deve submeter à assembleia da mesma uma proposta de nome para o exercício do pastorado interino. Uma vez eleito e empossado, ele deverá agir como preceitua o estatuto e regimento interno da igreja ou manual eclesiástico.

1.3 - Comissão de escolha do novo pastor
É recomendável que a igreja eleja uma comissão de escolha do novo pastor, a quem ela encarregue das ações de pesquisa, contatos, averiguações e definições de parâmetros para que se separe um nome a ser levado para apreciação da assembleia.


1.3.1 - Fundamentação bíblica
Por que uma comissão? Não poderia Deus agir diretamente, através da oração e trazer um pastor para a igreja? Poderia, mas não tem sido assim a maneira de Deus trabalhar na escolha de seus servos. Quando Deus precisou ungir Davi para ser o rei de Israel, mandou Samuel para a casa de Jessé. Foram postos diante de Samuel todos os filhos de Jessé. Deus foi dizendo a Samuel:
Não é este (1 Samuel 16.1-13). Para escolher o sucessor de Judas, no grupo apostólico, Deus usou o sistema de sorteio dentre aqueles que, inicialmente, possuíam a qualificação fundamental de ter acompanhado a Jesus, convivendo com os demais apóstolos durante seu ministério terreno. Foram separados dois, e a sorte foi lançada entre eles (Atos 1.21-26). Aprendemos que Deus trabalha por caminhos “humanos” para escolher seus servos “humanos”. Aqui quer dizer: Entre os crentes. Não poderíamos pensar em usar métodos meramente profissionais, como já se faz em outras culturas.


1.3.2 - Constituição da comissão
Uma boa comissão não deve ser muito grande. No entanto, precisa ser representativa. Não é necessário que todas as organizações da igreja estejam representadas, mas é importante que participem pessoas maduras, que estejam relacionadas com a diretoria e corpo diaconal, bem como lideranças das principais organizações da igreja.
A comissão deve ser eleita pela assembleia geral, mediante um trabalho prévio realizado pelos obreiros ou conselho de líderes. Devem ser escolhidas pessoas com:
a) Neutralidade - Cada membro da comissão será um pesquisador dos interesses da igreja. Ele não fará esse serviço com imparcialidade se tem sua decisão tomada antecipadamente. Naturalmente que não poderão compor a comissão os remunerados pela igreja e nem mesmo seus parentes. Para evitar conflitos de interesse, se vier a ser considerado um candidato com laços de parentesco com algum membro da comissão, é aconselhável que este solicite sua licença da própria até que o nome em questão seja apreciado, indicado ou descartado. Deve-se evitar também pessoas que já tenham definido um pastor de sua preferência ou com histórico de forçar para fazer valer seus pontos de vista. Alguns crentes podem deixar de aceitar a indicação de um pastor apenas pelo fato de que foi indicado por “fulano”.
b) Discernimento espiritual - Entre os muitos nomes que poderão surgir, a comissão indicará apenas um. Este é um exercício espiritual e não pode ser feito apenas com os recursos da inteligência, mas também, e especialmente, com os recursos da oração.
c) Disponibilidade - A comissão fará muitas reuniões, e alguns de seus membros poderão ter que viajar para visitar igrejas de pastores indicados.
d) Discrição - A divulgação inadequada de nomes e dos procedimentos da comissão poderá prejudicar a própria comissão, o processo de sucessão como um todo, o ambiente relacional na igreja e até mesmo pastores envolvidos e suas igrejas. Os membros da comissão precisam ser saudáveis emocionalmente.
e) Representatividade - Indicados os nomes para compor a comissão, pode-se usar o critério da representatividade para eliminar nomes em excesso, evitando que mais de um nome represente o mesmo departamento ou ministério da igreja.


1.3.3 - Objetivos da comissão de sucessão
a) Mobilizar a igreja para a oração em favor da escolha do novo pastor.
b) Recolher indicações de nomes da forma mais democrática possível.
c) Sugerir um perfil do pastor a ser escolhido. Este perfil pode ser apresentado à igreja para votação.
d) Escolher um único nome que será levado à assembleia geral da igreja.
e) Se o nome indicado pela comissão for aceito pela igreja, o pastor será convidado a passar alguns dias pregando e convivendo com a igreja. Então haverá uma assembleia extraordinária para decidir se o pastor será ou não convidado. Se o for e aceitar, o trabalho da comissão estará encerrado. Se o nome indicado não for convidado ou se não aceitar o convite, a comissão retoma os trabalhos para indicar um novo nome dentre os nomes já sugeridos pelos membros da igreja, podendo abrir espaço para receber novas indicações.


1.3.4 - As reuniões da comissão
Em cada reunião deve haver tempo para oração e para muita conversa sobre os nomes que os membros da igreja sugeriram. A igreja deve ser orientada a sugerir nomes para os membros da comissão, sem pressionar, deixando que eles trabalhem as indicações como acharem melhor.
Com os recursos da Internet é possível descobrir muito sobre um pastor sem despertar expectativas: Site da OPBB, site da igreja atual dele (muitas vezes com cultos on-line), Google e outros meios. Quando um nome “crescer” dentro da comissão, então o pastor interino pode fazer um contato para sondar se há alguma disposição desse pastor em deixar seu nome ser considerado.
Então, a comissão deve fazer mais estudos e, se possível, visitar a igreja desse pastor. Somente quando a comissão estiver convicta é que levará o nome para o plenário da igreja.
O site www.opbb.org tem um página de serviços às igrejas na qual é possível fazer uma busca pelo nome do pastor e saber,na hora, se ele é filiado à Ordem dos Pastores. Ter uma carteira válida de pastor batista não garante o sucesso de um ministério, mas significa que o pastor está integrado à sua denominação e aceita o Código de Ética da OPBB.


1.3.5 - O prazo para os trabalhos da comissão
Não deve haver prazos para a comissão apresentar um relatório, mas ela deve fazer uma reunião semanalmente. Isso ajudará a manter os trabalhos sempre ativos.


1.4 - Procedimento parlamentar
Uma vez que elegeu a comissão, a igreja transferiu para ela a tarefa de apresentar os candidatos em assembleia. Assim, todos os nomes de candidatos terão que passar pela comissão.
O processo democrático não significa, por exemplo, um membro da igreja levantar-se no dia da assembleia em que se está apreciando o nome do candidato apresentado pela comissão e propor outro nome, estranho à comissão.
Neste caso, a proposta será declarada fora de ordem pelo presidente da mesa, já que os candidatos teriam que ser trazidos via comissão.

 

Critério de seleção
A comissão deve estabelecer, na primeira reunião, seus critérios de trabalho. Isto é, ela deverá determinar qual o caminho que usará para selecionar os candidatos, especialmente em caso de igrejas de grandes cidades, em que há muitos pastores esperando um pastorado. É necessário, no processo de escolha de um novo pastor, evitar as comparações com o líder anterior. Um pastor é um homem sujeito a erros como todos os demais.
Entretanto, há de se observar requisitos vitais, básicos e alguns outros peculiares às características da igreja.

 

2.1 - Requisitos vitais, eliminatórios
Ao se detectar a inexistência de um único destes itens, é aconselhável que a comissão abandone o nome em consideração:
•Convicção de chamada para o ministério pastoral.
•Habilidade para a liderança.
•Caráter irrepreensível.
•Boa formação teológica e firmeza doutrinária.
•Espírito de servo.
•Emocionalmente saudável.
•Ensinável.
•Trabalhador e comprometido com o Reino.
•Formador de liderança (educador).

2.2 - Requisitos importantes, que precisam ter uma explicação
•Não ser filiado à Ordem dos Pastores Batistas do Brasil.
•Ser divorciado.
•Ter algum filho não integrado à igreja.
•A igreja onde pastoreia ou pastoreou não coopera com a denominação.
•Desequilíbrio na vida financeira.

 

2.3 - Requisitos peculiares, não necessariamente impeditivos
Há casos históricos em que pastores com, ou sem, essas características desenvolveram ministérios muito abençoados. Estes itens, ou a ausência deles, podem influenciar, positiva ou negativamente, dependendo das preferências e características da igreja:
•Ser membro atuante em outras organizações, eclesiásticas ou não.
•Ser casado.
•Enfatizar um ministério especifico: Jovens, missões, evangelismo, administração, entre outros.
•Disposição para dedicar tempo integral ao ministério da igreja.
•Enfatizar um modelo de administração eclesiástica: Igreja com propósito, em células, tradicional, e assim por diante.

 

2.4 - Critérios dispensáveis
•Idade do pastor.
•Cor da pele.
•Já ter pastoreado uma igreja.
(1 Timóteo 3.1-7, 14,15; Tito 1.6-11 e 1 Pedro 5.1-4).

2.5 - Definição do perfil da igreja
Um processo saudável de escolha de pastor não leva em consideração apenas o que a igreja precisa descobrir sobre o candidato, mas também o que ele precisa saber sobre a igreja.
Veja no Anexo 1 um formulário que pode ser usado para que a igreja se deixe conhecer pelo pastor, evitando surpresas futuras que desgastem o relacionamento entre pastor e igreja.

A escolha do candidato
3.1 - A escolha do candidato pela comissão
Diante do levantamento feito, a comissão fará uma votação dos candidatos mais prováveis, elaborando uma lista por ordem de preferência: 1º, 2º, 3º e seguintes.
A votação da comissão não precisa ser unânime, mas deve haver um espírito aberto para aceitar a votação da maioria. Escolhidos os mais prováveis, a comissão precisa começar a compartilhar com a igreja sobre o primeiro nome da lista. O relator poderá falar sobre o assunto numa reunião normal da igreja, a título de informação, sem entrar em detalhes, e pedir orações.
Normalmente, o povo começará a se manifestar pessoalmente aos membros da comissão.
Num próximo passo, se julgar conveniente, a comissão poderá ter um encontro informal com o candidato cujo nome será apresentado à assembleia, para ouvir seus ideais, sua experiência pastoral e seu jeito de trabalhar. Isso ajudará a comissão a “sentir” o candidato.
É muito importante que a comissão leve apenas um candidato de cada vez. Se levar dois já terá uma divisão no plenário. O candidato vencedor, ao assumir o pastorado, terá adversários, inevitavelmente. Sendo um de cada vez a comissão evitará essa dificuldade.

3.2 - A escolha do candidato pela igreja
Depois de acompanhar o trabalho da comissão, e de ouvir o candidato, a igreja apreciará seu nome em plenário. Se houver interesse, o candidato poderá ter um encontro informal com a igreja toda, antes da votação plenária. A comissão deve propor preliminarmente um percentual em torno de 70 por cento de votos favoráveis para a aprovação do candidato, caso o estatuto da igreja não o estabeleça.
A comissão apresentará, em resumo, as qualificações do pastor e o que foi que a levou a optar por aquele nome. O assunto já virá da comissão com força de proposta apoiada, cabendo ao plenário apenas deliberar e votar.
Todos os membros da igreja terão o direito de perguntar e de serem esclarecidos. É bom relembrar que não haverá oportunidades de o plenário apresentar outros nomes nessa ocasião.
Já tendo a igreja escolhido o critério via comissão, qualquer tentativa neste sentido será declarada fora de ordem.
A votação deverá ser feita por escrutínio secreto (cédulas) com o nome do candidato e opções para sim ou não. Uma alternativa é oferecer cédulas com as expressões “SIM” e “NÃO” que o membro possa rasgar ao meio e depositar no local apropriado a expressão que expressa o seu desejo.
Após a votação, uma comissão escrutinadora previamente eleita deverá fazer a contagem dos votos. O resultado da votação será divulgado no primeiro culto após a assembleia.
Essa votação do candidato deve ser feita dentro das exigências estatutárias quanto ao quorum e ao prazo de convocação da assembleia, de cujo texto deve constar: “Eleição de pastor”.
Se o indicado for efetivamente eleito, a igreja poderá, numa segunda assembleia, registrar o resultado da votação, votar honorários e demais itens do sustento pastoral, mediante prévio e cuidadoso estudo dos obreiros ou diretoria. É aconselhável que nessas definições conste o critério de reajuste desses valores.
No site www.opbb.org há uma sugestão de Plano de Carreira.
Aprovado o nome do candidato e as condições do sustento, ele poderá ser comunicado através de uma carta-convite, incluindo o compromisso com os princípios bíblicos aceitos e defendidos pelos batistas, o qual assinará o termo de posse.
Aceito o convite, o próximo passo será marcar, em acordo
com o obreiro, uma outra assembleia, de caráter festivo, para a posse do pastor. Dessa posse se lavrará uma ata simples, contendo as qualificações exigidas por lei, para que seja registrada no cartório competente.
Não sendo aprovado pela assembleia o candidato levado pela comissão, ela retoma o processo com o 2º nome da lista tríplice ou quíntupla antes elaborada. O pastor interino dirigirá a assembleia e, após significativo período de oração, submeterá a debate o nome do pastor indicado pela comissão.
Cédulas de votação devem ser preparadas com antecedência, e o livro de presença deve estar disponível para recolher as assinaturas dos membros presentes.


3.3 - Procedimento alternativo
Há um processo alternativo, ainda pouco praticado no Brasil, onde o pastor titular prepara o seu sucessor com o apoio e concordância da igreja. Quando esta prática ocorre com a motivação de investimento na formação de líderes parece oferecer muitas vantagens, dispensando a maioria das sugestões deste Manual. É preciso, entretanto, destacar que a tentativa de se “fazer o sucessor” com motivação política, por um líder que não tem vocação de mentorear pessoas, pode resultar num enorme desastre, especialmente para a igreja.


Anexos


ANEXO 01
FORMULÁRIO PARA DEFINIR PERFIL DA IGREJA

 

A tabulação pode servir de reflexão para a igreja e para o pastor indicado.
 

Das três opções, escolha a que melhor se aplica à igreja.
1) Quanto à doutrina...
a. ___Somos fiéis à Declaração Doutrinária da CBB.
b. ___ Aceitamos a Declaração com flexibilidade.
c. ___ Fazemos restrições à Declaração.

 

2) Quanto à missões...
a. ___ Cooperamos como a média das igrejas.
b. ___ Priorizamos missões locais.
c.___Realizamos campanhas missionárias com grande entusiasmo.

 

3) Quanto ao púlpito...
a. ___ Somos exigentes, valorizando um sermão bem preparado.
b. ___ Somos como a média das igrejas.
c. ___Achamos que sermão é tão importante quanto as demais
partes do culto.

4) Quanto ao estilo de culto...
a. ___ Amamos a boa música, em diferentes estilos.
b. ___ Preferimos usar apenas os hinos tradicionais.
c. ___ Raramente cantamos hinos do Cantor Cristão.

 

5) Quanto ao relacionamento com o pastor...
a. ___ Somos conhecidos como uma igreja que sabe amar seus pastores.
b. ___ Entendemos que o pastor é um profissional e tem deveres e direitos.
c. ___ Boa parte da igreja acha que podemos ficar sem pastor.

 

6) Quanto ao envolvimento dos membros com os ministérios...
a. ___Dificilmente os membros se envolvem.
b. ___Grande parte da igreja se envolve de verdade.
c. ___Achamos mais inteligente investir na contratação de pessoal.

 

7) Quanto à obra social...
a. ___O ministério prioritário da igreja é ganhar almas para Jesus.
b. ___ Na prática, enfatizamos o ministério integral.
c. ___ Somos como a média das igrejas.

 

8) Quanto à administração eclesiástica...
a. ___ Temos todas as organizações funcionando.
b. ___ Somos como a média das igrejas.
c. ___ Funcionamos com outros modelos eclesiásticos.

9) Quanto às mudanças...
a. ___ Somos resistentes a mudanças de natureza metodológica ou estrutural.
b. ___ O que queremos é que as coisas funcionem bem.
c. ___ Somos como a maioria das igrejas.

 

10) Quanto à vida devocional...
a. ___ Nossos cultos de oração são bem frequentados.
b. ___ Menos de 30 por cento dos membros são dizimistas.
c. ___ Somos como a maioria das igrejas.

 

11) Quanto aos relacionamentos...
a. ___ Desperdiçamos muita energia com questões relacionais.
b. ___ Somos uma família que se ama.
c. ___ Somos com a maioria das igrejas.

 

12) Quanto à expansão missionária...
a. ___Temos plantado novas igrejas nos últimos anos.
b. ___Nossa prioridade é a nossa construção.
c. ___ Somos como a maioria das igrejas.

 

13) Quanto ao nível sócio-cultural...
a.___Grande parte dos membros de nossa igreja tem curso universitário
b.___Somos uma igreja com um padrão geral de segundo grau.
c.___ Há muitos analfabetos e primários em nossa membresia.

 


ANEXO 02
PERGUNTAS PARA UMA ENTREVISTA COM O INDICADO A PASTOR DA IGREJA


1) Como foi sua chamada para o ministério?
2) Fale-nos um pouco sobre sua família e a relação dela com o seu ministério.
3) Qual seria o seu dom espiritual preponderante?
4) Em que momentos de sua vida o irmão experimentou maior crescimento espiritual?
5) Em seu ministério, em quais as áreas da igreja o irmão tem percebido maior progresso?
6) O irmão poderia falar um pouco sobre sua prática devocional, sobre como discerne a presença e a vontade do Senhor?
7) Há algum ponto da Declaração Doutrinária da CBB ou da prática batista com o qual o irmão não concorda plenamente?
8) Como o irmão definiria sua pregação? É mais expositiva ou temática? Como o irmão faz para, pessoalmente, crescer nesta área?
9) Como tem sido a vida devocional da igreja dirigida pelo irmão?
10) Qual a taxa de crescimento por batismo em seu ministério?
11) Poderia comentar sua visão quanto ao evangelismo, adoração, educação religiosa e ação social?
12) O irmão teria alguma opinião formada sobre o ministério colegiado e trabalho em equipe?
13) Como a igreja deve participar da vida política na cidade?
14) Como o irmão considera a participação denominacional da igreja?
15) Como deve a igreja tratar as controvérsias?
16) Qual a sua visão quanto ao dom de línguas e outras ênfases pentecostais?
17) Como o irmão tem lidado com lutas na igreja por conta de estilos de culto?
18) O que o irmão entende por ministério de dedicação exclusiva?
19) O irmão entende que a igreja precisa aplicar disciplina em certos casos?
20) Qual a sua visão quanto às assembleias deliberativas da igreja?
21) Que reclamações fazem os que discordam de seu estilo ministerial?
22) O irmão é comprometido com o dia de descanso e com suas férias?
23) O que o irmão espera de sua igreja?
24) O que o irmão enumera como os pontos que mais prejudicam a paz e a fraternidade na igreja?
25) O que é integridade?
26) O que um pastor pode fazer para guardar sua reputação?
27) Como tem sido o envolvimento das igrejas sob o seu ministério com a obra missionária? Quais as ofertas com relação ao orçamento da igreja? Quantas novas igrejas organizadas?
28) Em sua opinião, como deve ser a vida financeira de um pastor?

 

ANEXO 03
TERMO DE POSSE NO PASTORADO DA IGREJA ______________________________________

 

Diante do Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito, e da assembleia solene da Igreja .............................................., eleito pelo voto democrático desta igreja, e consciente da vontade de Deus para minha vida e meu ministério, eu, [nome do pastor], brasileiro, estado civil, portador da cédula de identidade nº............................, expedida pelo …........, em …............... e CPF nº..........................-....., residente e domiciliado na Rua …............................................ nº …..... – Bairro:...........................- CEP …..........-........ - Cidade: …...................., assumo o pastorado e a presidência da Igreja ….............................. ................, e prometo:

•depender de Deus, da graça de Jesus Cristo e do poder do Seu Espírito para o exercício do meu ministério e direção desta igreja;
•aceitar a Bíblia Sagrada como única regra de fé e conduta e repositório da verdade que hei de pregar, ensinar e compartilhar em meu ministério;
•aceitar como fiel às Sagradas Escrituras, a Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira;
•aceitar, cumprir e fazer cumprir o Estatuto da Igreja ........................... e suas normas administrativas;

•ser fiel nas campanhas de Missões e na entrega do dízimo dos dízimos (Plano Cooperativo) a Convenção Batista Alagoana;

•dedicar-me à pregação e ao ensino da Palavra de Deus, todos os dias de meu pastorado, alimentando-me e alimentando o meu povo
com as Sagradas Letras, interpretadas à luz da Pessoa e dos Ensinos de Jesus Cristo;
•se um dia e por desventura descrer da Palavra de Deus e das doutrinas de nossa fé, deixar o ministério e, em paz, a Igreja de Jesus Cristo;
•cuidar da vida espiritual e o adequado sustento de minha família, de modo que não seja réprobo perante a igreja que venha e ensinar e pregar.


_________________________
Assinatura do Pastor